Segundo dados do Data Popular, mais de oito milhões de brasileiros viajarão de avião pela primeira vez até 2011
Os 8,7 milhões de brasileiros que viajarão de avião pela primeira vez nos próximos meses, segundo o Data Popular, estão na mira das empresas de turismo. Enquanto companhias aéreas como Gol e Azul reafirmam seu posicionamento e investem em produtos para democratizar as viagens de avião, a Tam reformula sua estratégia para se aproximar dos consumidores emergentes e aproveitar o aquecimento do mercado. De acordo com a Anac, somente no primeiro semestre, o número de passageiros transportados cresceu 16%.
Para garantir sua fatia neste bolo, não basta que as empresas apenas deixem os preços mais baratos e ofereçam condições de pagamento facilitadas, é necessário também se aproximar dos novos turistas. Quem nunca viajou de avião, muitas vezes deixa de fazê-lo por falta de informação e até mesmo medo de passar vergonha. Por isso, as empresas investem em ações que orientam os clientes que nunca voaram e marcam presença em canais que fazem parte do cotidiano dessas pessoas.
Uma das iniciativas recentes da Tam neste sentido foi iniciar a comercialização de passagens em lojas da Casas Bahia. O mesmo aconteceu com a Azul, que inaugurou pontos-de-venda em unidades das redes Walmart e Extra. Estando perto dos consumidores, o próximo passo é ajudá-los na hora de voar. Para isso é importante desmistificar as viagens de avião para quem voará pela primeira vez.
Orientação sobre viagens é fundamental No site "MINHA PRIMEIRA VIAGEM" a Tam disponibiliza um vídeo com informações para que tudo dê certo, desde apreparação até o desembarque no destino final. Já a Gol e a Azul contam com cartilhas e folhetos nos pontos-de-venda. “Para conquistar estes consumidores não basta apenas uma tarifa competitiva. Precisamos mostrar as vantagens das viagens de avião. Por isso, desenvolvemos uma cartilha explicativa com orientações sobre aeroportos, como chegar, qual é a franquia de bagagem e regras em geral”, explica Eduardo Bernardes, Diretor Comercial da Gol, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Com foco nos consumidores da classe C, a Gol inaugurou no ano passado sua primeira loja física e pretende abrir outras quatro ainda em 2010, todas em São Paulo. A iniciativa faz parte do programa Voe Fácil, criado em 2005 e com mais de dois milhões de clientes cadastrados, que permite o parcelamento de passagens em até 36 vezes.
“Começamos a Gol para democratizar o transporte aéreo do Brasil. Contribuir para o crescimento do mercado é parte da nossa estratégia desde 2001. Além do parcelamento, aceitamos todos os cartões de crédito e oferecemos tarifas que competem com o transporte rodoviário”, diz Bernardes.
Facilidade de pagamento e produtos específicos
Parcerias com cartões de crédito são uma estratégia importante para atrair os consumidores das classes C e D. Segundo dados do Data Popular, 99,3 milhões de cartões de crédito estão nas mãos de pessoas da base da pirâmide. Em 2011, 26,4 milhões de brasileiros pretendem viajar de avião e a maior parte deles (67%) se concentra nessas classes, um grupo responsável por movimentar R$ 11,04 bilhões no mercado de viagens domésticas.
Sabendo disso, a Azul foi além do parcelamento tradicional. “A maior parte da classe C tem cartão de crédito, mas com limite baixo, o que não permite que a compra seja realizada. Lançamos então o crédito parcelado. Todo mês debitamos no cartão o valor referente à parcela”, ressalta Paulo Nascimento, Diretor Comercial da Azul, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A facilidade do pagamento, no entanto, precisa vir acompanhada de produtos específicos para cada perfil de cliente. Pensando em facilitar a vida de quem viaja com frequência, principalmente a trabalho, a Azul oferece o Passaporte Azul, que permite que a pessoa voe quantas vezes quiser durante um mês.
Trocar o nicho pela massa
A Tam, que sempre foi reconhecida como uma companhia aérea voltada para a classe média e os executivos, também se preocupa em lançar opções voltadas para os consumidores emergentes. A empresa, no entanto, nega que tenha se reposicionado.
"Durante os últimos anos tivemos aprendizados para elaborar uma estratégia maior, chamada 'elasticidade da marca'. Depois de muitos estudos, constatamos que a Tam não tinha mais porte para ser uma empresa de nicho, mas sim atender mercados massivos e atrair novos viajantes", aponta Manoela Amaro, Diretora de Marketing da Tam, em entrevista ao portal.
Além da parceria com a Casas Bahia, a Tam incentiva os voos em horários alternativos, o que barateia os custos para o cliente, com foco nos turistas emergentes. A empresa também lançará em breve o Giro Tam. O produto voltado para os universitários será vendido em faculdades e permitirá que o cliente possa parar em três lugares antes de chegar a seu destino final.
Ivete Sangalo aproxima Tam dos consumidores
Para comunicar as ações, a Tam conta com a ajuda da cantora Ivete Sangalo. A mais nova garota-propaganda da marca não só participa de toda a divulgação, como também surpreenderá alguns passageiros, ao aparecer como aeromoça em determinados voos da companhia.
Os esforços das empresas são justificados pelos números do mercado. No ano passado, 50 milhões de consumidores fizeram viagens de avião, segundo a Anac. Em cinco anos, é possível que o mercado de aviação tenha potencial para pelo menos dobrar este número. Acompanhando a evolução e o aquecimento do setor de turismo aéreo, os hotéis também querem conquistar estes novos clientes. A partir da bandeira Formule 1, a rede Accor se posiciona para atender consumidores da classe C.
"Quando vai para um hotel, normalmente o hóspede tem uma série de serviços adicionais que não utiliza. O Formule1 já é concebido de forma diferente para oferecer uma tarifa realmente acessível, pagando apenas pela estada", relata Cláudia Barros, Gerente de Marketing das redes Ibis e Formule 1, ao Mundo do Marketing.
Tarifas atrativas incentivam clientes a prolongar viagem
O Formule 1 ainda oferece parcelamento em até cinco vezes sem juros em todos os feriados nacionais para incentivar viagens a lazer. Já o Ibis, apesar de não ser tão focado no consumidor emergente como o Formule 1, oferece tarifas com desconto também em feriados.
"Conseguimos oferecer tarifas atrativas para incentivar o cliente que está viajando durante a semana a prolongar, ficando o fim de semana também, ou viajando para cidades próximas", conta Cláudia.
Por Mundo do Marketing
Reserva, Trousseau, Via Mia e Farm são algumas das que investem no segmento promissor
Por Mundo do Marketing
Grifes internacionais como Chloé, Burberry e Marc Jacobs têm suas versões para crianças. No Brasil, marcas de roupas e até de artigos de cama, mesa e banho e decoração seguiram essa estratégia de olho no mercado em potencial. O vestuário infantil representa 15% do setor no país, o equivalente a US$ 4,5 bilhões em um total de um bilhão de peças por ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção, a Abit.
Se o mercado já era grande para as marcas que nasceram somente para atender ao público infantil, ele é também muito promissor para as grifes que já eram bem relacionadas com os pais e que teriam suas segundas linhas com um atrativo a mais: a de ter roupas ou acessórios iguais que poderiam ser utilizados por duas gerações diferentes.
Pais e Filhos com roupas iguais
Assim nasceu a Reserva Mini. A grife masculina focada no público adulto criou uma pequena coleção de 50 peças “miniaturas” das roupas que vendiam como uma brincadeira para aqueles clientes que queriam vestir seus filhos com o estilo da marca. A ação deu certo e com um ano de vida e Reserva Mini já comercializou mais de 60 mil peças e se prepara para ter a primeira loja exclusiva para os pequenos.
“Demos esse nome para a marca porque as roupas são exatamente a coleção da Reserva em um tamanho menor, exceto por algumas adaptações que fazemos em relação à anatomia e funcionalidade”, afirma Rony Meisler, sócio da marca, em entrevista ao Mundo do Marketing. Entre as mudanças citadas pelo empresário estão o uso de materiais mais leves e de elásticos.
Assim como a Reserva, a Via Mia também busca levar sapatos e acessórios parecidos para mães e filhas, através da Via Mia Mini, mas sem esquecer dos cuidados especiais com o corpo em formação. “As coleções adultas e infantis são criadas a partir das mesmas referências e têm a mesma cartela de cores, mas para as crianças o solado é diferente”, conta Daniela Sabbag, coordenadora da marca, ao site. A Via Mia Mini também não fabrica sapatos com nenhum tipo de salto.
Quem decide?
A Via Mia lançou ontem, dia 20, sua terceira coleção da marca Mini, que já representa 5% do faturamento da grife, vendendo cerca de 1.500 pares de sapatos por mês. A linha foi criada depois que Daniela teve filhos e notou a necessidade de produtos infantis com tendências de moda. Além disso, cresciam os pedidos de mães que queriam as mesmas peças para suas filhas. “Hoje percebo que são as mães que gostam mais de comprar as mesmas coisas que as crianças. Para as filhas é mais significativa a experiência de comprar no mesmo espaço que a mãe, decidindo juntas”, completa Daniela, garantindo que a personalidade das pequenas pesa na escolha.
Já Marcello Bastos, sócio da FARM e de sua grife infantil, a Fábula, afirma que mesmo com peso forte, a decisão final ainda é dos pais. “As crianças até opinam, mas são as mães que decidem”, diz o empresário. Por isso, a Fábula foca seu programa de relacionamento nelas com o objetivo de fortalecer a marca não apenas como uma grife de roupas, mas também como uma instituição que se preocupa com a educação dos pequenos.
Com um conceito um pouco diferente das outras empresas, a Farm quis desvincular a marca infantil de sua linha comum. “Procuramos criar algo com o mesmo DNA da Farm, mas com conceitos e vida próprios, inclusive com um plano de negócios completamente distinto”, aponta Marcello.
DNA no ponto-de-venda
Entre as características do DNA da Farm presentes na Fábula está, principalmente, a criação de peças tendo a estampa como ponto forte. Outra particularidade da Farm presente na sua segunda grife é a experiência no ponto-de-venda. No local, a empresa dispõe de elementos para a comunicação com as crianças que ilustram o conceito de uma fábula como nos livros, enfeitando o ambiente com puffs e animais de pelúcia.
Desenvolver um ponto-de-venda específico para que a identidade da marca infantil não interfira na grife em si, também é uma preocupação da Reserva Mini. Hoje, a marca para crianças só é encontrada em revendedoras multimarcas.
“Embora as duas grifes tenham o mesmo conceito, não quisemos tirar o foco do nosso público alvo, que são os homens jovens e adultos”, afirma Rony. Em outubro, a marca abrirá sua primeira unidade com o desafio de desenvolver um espaço que atraia os pais, mas que também seja uma experiência divertida para as crianças.
Para a casa
Embora a mercado de moda esteja movimentado com o segmento infantil, a exigência dos pais foi além da preocupação com as roupas e chegou à decoração dos quartos delas. Por isso, a TROUSSEAU transformou o espaço tímido que tinha em suas lojas destinado às crianças na Trousseau Petit, que hoje representa 10% do faturamento total da empresa.
A marca vende em sua loja no Fashion Mall, no Rio de Janeiro, e em algumas áreas específicas em outros pontos-de-venda, roupas para crianças de até seis anos, sapatinhos, roupas de cama exclusivas para a segunda marca e também iguais às vendidas na marca mãe - para agradarem aos pais que ainda têm os berços dos filhos em seus quartos. A Petit tem ainda pijamas iguais para pais e filhos e roupas para grávidas. Até o fim do ano a rede abrirá ainda mais duas unidades.
A operadora de cartão de crédito Unicard-Unibanco foi condenada a indenizar um casal por danos morais, pela cobrança indevida de uma estadia em motel.

A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais definiu o valor da indenização em R$ 16 mil.
A mulher deu ao marido um cartão adicional e um belo dia viu na fatura a cobrança de uma estadia em motel. Ela alega que ficou desesperada ao “saber que o marido, um religioso, estava no desfrute com outra pessoa”. E imediatamente ligou para a sua mãe “para saber como agir diante da suposta infidelidade do marido”.
O marido, que não esteve no local, teve de se justificar tanto para a mulher quanto para a família dela. Segundo ele, teve de explicar o que não aconteceu e foi difícil convencer a todos que não houve traição.
O casal questionou a operadora do cartão de crédito, que fez o estorno do valor cobrado. Depois, solicitou à Justiça indenização por danos morais devido ao transtorno gerado pela cobrança indevida.
A operadora alegou que não tem o dever de indenizar porque apenas reproduz nas faturas mensais “as informações delimitadas pelo comando de compra do lojista”. Reiterou ainda que efetuou o estorno por mera liberalidade e que “os fatos narrados não passam de meros aborrecimentos”.
O juiz de Belo Horizonte, Wanderley Salgado de Paiva, condenou a operadora do cartão de crédito a indenizar o casal em R$ 16 mil, sendo R$ 8 mil para cada cônjuge.
A Unicard-Unibanco recorreu, mas o relator do recurso, desembargador Alberto Henrique, entendeu que a operadora “não cuidou de juntar aos autos o comprovante que é emitido no momento de realização do pagamento, de modo a demonstrar a origem e a legitimidade da cobrança lançada na fatura do cartão de crédito do casal”.
Considerando que a “relação conjugal foi abalada com a dúvida levantada acerca da fidelidade do marido”, o relator confirmou o valor da indenização fixado em primeira instância.
Os desembargadores Luiz Carlos Gomes da Mata e Francisco Kupidlowski acompanharam a decisão do relator.
PIZZA DE FRANGO COM CATUPIRY "AGORA SEJA"
Em tempos de crise e numa cidade (Maceió), onde boa parte das empresas ainda cultuam a prática do "se colar, colou", pizzarias e restaurantes adotaram com a conivência dos orgãos de defesa do consumidor, a marca ©Catupiry, como sinônimo de qualidade dos seus pratos.
É uma pena que, deixando a hipocrisia de lado, a maioria dos consumidores maceioenses sabem que, na verdade, o que consomem é requeijão (PASMEM!!!).
É assim também com os sanduiches de FILÉ, onde se encontra maminha ou alcatra, quem sabe um dia teremos consumidores que realmente lutem pelos seus direitos, não permitindo que sejamos ludibriados ou que fiquemos minutos internáveis em filas de grandes redes de supermercados que só pensam em economizar a quantidade de caixas e o povo "que se ferre".
Bom, já que não podemos contar com o verdadeiro CATUPIRY, em nossos lanches do dia a dia, deixo vocês com a história dessa tradicional marca que está por completar 100 anos de qualidade.

No ano que vem, 2011, a LATICÍNIOS CATUPIRY completa seu primeiro centenário. Viva, próspera, crescendo e zelando cada vez mais para a presença de seu filho pródigo – o CATUPIRY -, num número cada vez maior de pratos, e, principalmente, em todas as pizzas que saem dos fornos das pizzarias do país, e que dizem serem feitas do verdadeiro CATUPIRY. Mas, muitas vezes, não são...
E para os 100 anos a empresa não para de investir. Neste momento aumenta sua capacidade de produção em 30%, triplicando a capacidade de produção de uma de suas quatro fábricas – a de SANTA VITÓRIA, no sul de Minas Gerais.
CATUPIRY em tupi-guarani quer dizer EXCELENTE. E esse continua sendo o mote da empresa, criada há 99 anos, pelo imigrante italiano MÁRIO SILVESTRINI, no estado de Minas Gerais. No início o CATUPIRY era consumido puro, ou recheando pães e torradas, e complementando os doces tipicamente brasileiros. Na infância de muitos brasileiros do sul e dos interiores, o momento mágico de uma goiabada com CATUPIRY, sobremesa preferida dos carros restaurantes dos trens da PAULISTA e da SOROCABANA.
Dos anos 70 para cá o CATUPIRY invadiu as pizzarias. Em paralelo, e pela criatividade dos chefes de cozinha dos principais restaurantes, e principalmente pelo talento das cozinheiras brasileiras, o CATUPIRY foi se convertendo em base de muitos e deliciosos pratos. CAMARÃO COM CATUPIRY, COXINHA DE FRANGO COM CATUPIRY, PATO A CATUPIRY e muito mais.
No ano de 1997, com total merecimento, foi agraciado com o reconhecimento oficial do INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial – como MARCA NOTÓRIA. E neste momento, e finalizando os preparativos dos seus primeiros e gloriosos 100 anos, cumpre a missão de converter mais e mais pizzarias ao verdadeiro e único CATUPIRY. Falando ao VALOR, FRANCISCO PROTTA, gerente comercial da empresa, comemorou, “só nos últimos oito meses, conseguimos reverter mais de 700 pizzarias que antes usavam qualquer marca e agora adotaram o CATUPIRY... a maioria delas sem ação judicial”.
Parabéns, CATUPIRY. Uma prova que MARCAS SÃO IMORTAIS, desde que recebam a gestão competente e adequada. CATURIPY, o REQUEIJÃO DO BRASIL, conforme o DICIONÁRIO INTERNACIONAL DE QUEIJOS, LES FROMAGES, LAROUSSE.
por madia marketing
Empresas aéreas parcelam passagem em até 36 vezes para conquistar classes C e D
Artigos de Marketing 2 feedbacks »População estimada em 100 milhões de pessoas que ganham entre R$ 804 e R$ 4.807

Depois do cartão de crédito, as empresas aéreas investem cada vez mais em programas de parcelamento de bilhetes para conquistar clientes da classe média. A Gol, por exemplo, oferece prazos de até 36 meses para pagar a passagem. A TAM financia em até 24 vezes. As aéreas querem, com isso, conquistar pelo menos 30% das classes C e D, ou seja, uma população estimada em 100 milhões de pessoas que ganham entre R$ 804 e R$ 4.807.
A TAM fechou um acordo com a Caixa Econômica Federal para dividir o valor da passagem em até 24 vezes. Em março, o presidente da empresa, Líbano Barroso, explicou que a medida vai ajudar o consumidor a contornar um aumento neste ano de pelo menos 5% no preço de passagens nacionais e de 10% nas tarifas internacionais, que são calculadas em dólares.
Já a Gol conta com o Voe Fácil, programa próprio de parcelamento de bilhetes em até 36 vezes. O diretor comercial da empresa, Eduardo Bernardes Neto, conta que o sistema já é utilizado por 2 milhões de pessoas e consegue “trazer para o transporte aéreo um público que não viajava de avião”. - O Voe Fácil está focado nas classes C e D. Nossas pesquisas mostram que mais de 80% dos clientes do programa estão voando pela primeira vez.
O executivo da Gol afirma que “novos produtos estão sendo estudados dentro do Voe Fácil”. Uma das novidades que estão em estudo é a compra pré-paga. Essa modalidade permitiria ao consumidor pagar as passagens em parcelas antes da viagem. A Webjet também tem seu programa próprio de parcelamento de passagens: o Vai Voando. Com o recurso, o passageiro pode comprar em até 12 vezes sem juros, mas a venda é exclusivamente pré-paga. Na modalidade, o consumidor não precisa comprovar renda. Basta imprimir os boletos bancários em casa e começar a pagar, explica o diretor de vendas da empresa, Alcimar Ribeiro.
- O interessante do programa é que podem viajar pessoas que não têm crédito, como quem está com o nome no SPC [Serviço de Proteção ao Crédito], ou não conseguem comprovar renda. A qualquer tempo e hora o cliente pode desistir [da compra] e pedir o reembolso. Ou ele pode usar o crédito e comprar passagem para outro destino.
A Azul Linhas Aéreas também parcela passagens. A empresa, que atua em 20 cidades brasileiras, divide as compras em dez vezes sem juros. A Azul Viagens, a agência de turismo da empresa, oferece as mesmas condições de parcelamento para seus pacotes. Para se cadastrar no programa da Gol, o interessado precisa apresentar renda mensal a partir de um salário mínimo (R$ 510). É necessário também preencher um formulário com dados pessoais no site da companhia.
Juros
Antes de parcelar a passagem aérea, o consumidor deve ficar atento para as taxas de juros. O Voe Fácil da Gol, por exemplo, cobra taxa de 5,99% ao mês. Uma compra de R$ 2.000 parcelada em 36 vezes, por exemplo, gera parcelas mensais de R$ 136,63, e um total de R$ 4.918,68 no final do prazo.
Se o cliente pegar um empréstimo pessoal, a mesma passagem pode ficar mais em conta. De acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), os juros médios deste tipo de crédito ficaram em 4,79% ao mês em abril. Considerando esta forma de pagamento, o consumidor desembolsa um total de R$ 4.234,68 ao final de 36 meses de financiamento.
As piores maneiras de parcelar, segundo a Anefac, são o cartão de crédito, que cobra em média 10,69% de juros ao mês, e o cheque especial, com juros de 7,4% ao mês.

