POIS É DO POISÉ (Parece a mega-sena; Pra quê esse arrodeio todo?; Leão furado)

                   Pois é do POISÉ        

          Estamos de volta com mais um post da parceria de dar inveja as grandes corporações da era cibernética, Quiprocó/PoisÉ. Para seres de outro planeta, que ainda não sabem do que trata o POISÉ, como diz seu próprio slogan, é um “jornaleco de opiniões e picuinhas”. Para maiores informações, foi criado pelo Pedro Cabral, desde a época das caravelas. Desde então, conta com a colaboração da “malta mundial”. Portanto, dessa vez, temos os posts “Pra quê esse arrodeio todo?” e “Leão furado”, do próprio editor do jornaleco, e o post “Parece a mega-sena”, do maltes Silvio Lach. Ah, uma dica de vício bom: visitar o POISÉ!   

No Dia Internacional do Livro Infantil, ler é preciso!! +, MÚSICA EMSUAVIDA!!!

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Pra quê esse arrodeio todo?

Uma perguntinha: Se tudo cabe recursar ao Supremo Tribunal Federal então não seria melhor acabar com todas as instâncias inferiores? Pedro Cabral

Pois é, de que vale todos os santos se quem decide é o "Supremo".

 

                    

Leão furado

A Receita Federal está vazando mais que o poço de petróleo da BP. Pedro Cabral

Pois é, também pudera, a pobrezinha está abarrotada.

 

                   

Parece a mega-sena

O Flamengo parece a mega-sena. Mais uma rodada e nada. Silvio Lach

Pois é, e no fim também perde quem aposta.

CANETA DE AQUILES (O ritmo e o canto amazônicos brilham na voz de Patrícia Bastos, uma ótima cantora)

                 Caneta de Aquiles

         Nada melhor do que começar a semana com uma ótima dica musical. Assim, abrimos caminho para que os deuses dessa arte maravilhosa nos agraciem com harmonia e alegria. Principalmente, quando essa música vem lá da Amazônia. E quem nos dá a dica do novo disco da cantora Patrícia Bastos é o Aquiles Reis com seus escritos maravilhosos.  Como os nossos 14 leitores já sabem, os textos do Aquiles são publicados também no Diário do Comércio (SP), Meio Norte (Teresina), A Gazeta (Cuiabá), A Gazeta (Macapá), Jornal da Cidade (Poços de Caldas), A Gazeta (Macapá) e no Brazilian Voice (uma publicação voltada para os brasileiros residentes em toda Costa Leste dos EUA).

No +, MÚSICAEMSUAVIDA!!!

 

                                                                                   

                         

O ritmo e o canto amazônicos brilham na voz de Patrícia Bastos, uma ótima cantora

Sobre o Rio Amazonas, à direita e à esquerda, se lançam o Içá e o Caquetá, o Jumundá e o Juruá, o Trombetas e o Jari, o Xingu e o Tocantins. Feito um só, vêm correndo entre selva, ilhas e praias, servindo aos povos da floresta. A todos marcando a pele e o sangue, emprenhando-os de identidade e orgulho.

Os animais e os pássaros se achegam à mata. À diversidade da fauna se soma a vida vegetal. Lá estão também os índios e os ribeirinhos. Todos em comunhão reforçam vínculos e se entregam a relacionamentos de lógica ímpar: é o rio Amazonas e a floresta amazônica doando seu ar místico secular aos que deles se aproximam para ali permanecer.

Assim, plenos de mistérios, a Amazônia e o rio Amazonas soam trombetas para anunciar que mais uma de suas filhas vem para se distinguir. E ela vem ela toda faceira lá de Macapá, abençoada pela densa mata e pelo rio mar: Patricia Bastos, que se valendo do Projeto Pixinguinha de Editoração, gravou Eu sou caboca, seu quarto CD.

Por esse bom disco, vislumbra-se seu destino de cantora que tem nítida em sua alma a importância do seu cantar amazônico, marcado a ferro em sua personalidade.

Para cada levada seu instrumento, sua linguagem, sua ancestralidade, marabaixo, batuque, lundu, maracatu, carimbó, samba, retumbão, jongo, alujá. Sobre eles a música vem como pororoca rio abaixo. Sobre eles o versejador cria rimas com a força de expressivas orações.

Interligadas pela pele do curimbó, pelas sementes do ganzá e por outros tantos instrumentos que dão à música o sentido pleno de ser quando unida à poesia, as catorze faixas do álbum são de plena unicidade. E o que não falta em Eu sou caboca são competentes instrumentistas, ótimos melodistas e inspirados letristas.

Os arranjadores Adelbert Carneiro, Aluisio Laurindo Jr., Paulo Bastos e Dante Ozzetti (este, arranjador da sua “Demônio de Batom”, que tem letra provocante do poeta Joãozinho Gomes), arregimentaram formações que deram ao repertório a força que carece e merece a voz de Patricia Bastos. 

As especiais participações vocais de Nilson Chaves em “Filho de Uaranã” (Rafael, Pedro e Rita Altério), ritmo quente marcado por percussão calorosa, e de Vitor Ramil em “Pequeno Pescador” (Vicente Barreto e Joãozinho Gomes), canção de raro lirismo, realçam a cumplicidade que Patricia ainda quer maior, pois já conhece o valor da integração solidária entre o rio e a floresta.

O repertório é exemplo de como Patricia bem o sabe escolher. Celso Viáfora vem com a sua bela “Crença” e com a percussiva “Eu Sou Caboca” (com Joãozinho Gomes). A conhecida “Natureza”, de Rosinha de Valença e Leci Brandão (“Ê, natureza/ Ê, natureza tão bom...”) aclara a competência da intérprete e chama adjetivos: cafuza buliçosa, mestiça calorosa, índia caudalosa, cantora de respiração encaixada, de suingue contagiante, voz delicada, mas firme, agudos precisos, emoção encorpada... Patricia Bastos.

 

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4

 

Pulo do Gato: >>> www.patriciabastos.ning.com</a>

SENHORA DOS PRAZERES (Atitudes transformadoras são de foro íntimo, são concebidas na individualidade da consciência pessoal)

                Senhora dos Prazeres

 

Atitudes transformadoras são de foro íntimo, são concebidas na individualidade da consciência pessoal

 

                             

              Hoje, dia 27, deste mês de agosto, se celebra o dia de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira de Maceió. A imagem da santa apareceu pela primeira vez sobre uma fonte em Alcântara (Portugal), na Quinta dos Condes da Ilha. Desde então essa fonte foi chamada de santa porque sua água passou a curar várias enfermidades. Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias, devoção de origem franciscana. A imagem é representada tendo em suas mãos o menino Jesus e, em volta de seus pés, sete cabeças aladas de anjos, simbolizando suas sete grandes alegrias. As maiores alegrias, ou os maiores prazeres de Nossa Senhora, foram enumerados por um noviço franciscano e são os seguintes: a anunciação do anjo; a visita à sua prima Isabel; o nascimento de Jesus; a visita dos Reis Magos; o encontro de Jesus no templo; a ressurreição de Jesus e, finalmente, a sua coroação no céu.

              Já deu para perceber que acabo de poupar uma visita ao Google. Pois bem, ainda, prazerosamente, compartilhando os meus recentes conhecimentos, saberemos que: no Brasil, além de Maceió, Nossa Senhora dos Prazeres é padroeira de Lages (SC), do estado do Espírito Santo e do Santuário de Nossa Senhora da Penha (Vila Velha). Existem igrejas dedicadas a ela em Minas Gerais (Diamantina e Lavras Novas) e em São Paulo (Piracicaba). Porém, o templo mais famoso fica aqui pertinho, do nosso lado, em Recife, nos Montes Guararapes e foi reformado pelos Monges Beneditinos em 1782.

          Fiz questão de fazer esse rápido histórico, para tentar embasar uma teoria que me parece pertinente, ao saber que Maceió não é a única cidade privilegiada em ter Nossa Senhora dos Prazeres como padroeira. Assim, como conclusão imediata, suponho que Nossa Senhora tem muitos outros compromissos e deve pairar bastante atarefada. Portanto, há de querer que os viventes desempenhem com mais zelo – e sentido comunitário – suas funções de cidadania. Por isso – tão ou mais importante do que preces e demonstrações de fé –, bom mesmo seria se nos dispuséssemos a auxiliá-la no zelo por esta cidade. Aliás, este ano é bem propício para isso. Podemos começar tendo clareza na escolha do nosso futuro sob a égide dos políticos e governantes, sempre tão servis e prestimosos na TV. Além disso, que tal uma postura cidadã em prol da coletividade e, sobretudo, uma efetiva colaboração para que esta cidade seja melhor, mais fraterna, com mais justiça social, enfim, uma cidade digna de sua padroeira?

          São sete os prazeres e alegrias de Nossa Senhora dos Prazeres. Sete, também, poderia ser o número de atitudes positivas que cada um de nós deveria ter para que Maceió – usando o velho e surrado bordão – volte a sorrir. Para mim, seria muito simples exemplificá-las. Eu não teria nenhum grau de dificuldade. Mas, provavelmente, não significariam nada para qualquer outra pessoa, a não ser eu mesmo. Atitudes transformadoras são de foro íntimo, são concebidas na individualidade da consciência pessoal e, quando consistentes, podem sensibilizar uma coletividade. Como disse Maurice Duguit (filósofo francês), “as transformações do mundo são feitas a partir de uma minoria determinada, não de uma maioria conformada”. Cada indivíduo deve ser capaz de saber quais as transformações pessoais que, repito, podem fazer jus à padroeira que temos.     

          Acho que tudo não passaria de retórica se, agora mesmo, eu não começasse a prática da minha argumentação. Para isso, aproprio-me de uma nova consciência porque sei que é o primeiro passo para novas atitudes. Aproprio-me da poesia, porque sei do que a poesia é capaz. E, também, sei que: “Rainha de terra e mar/Senhora do azul do céu/Iara da Mundaú/Sereia das enseadas/Mãe d’ água de Maceió/ Sua graça é dos prazeres.” *

* Trecho da poesia Senhora dos Prazeres, de Ronaldo de Andrade.

 

 

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Pulo do Gato: “A palavra é vazia, quem preenche é a nossa vivência.” (Viviane Mosé)

 

RESPEITO; EM MADAGASCAR (Na cédula estava impresso o rosto de Rakoto Frah, um mestre da cultura popular)

   Respeito; em Madagascar

 

Na cédula estava impresso o rosto de Rakoto Frah, um mestre da cultura popular

                 

          Já andei ouvindo por aí se deve ser folclore ou cultura popular a denominação correta para a expressão artística do nosso povo. A meu ver, é pura masturbação intelectual que acontece em tertúlias de quem não põe a mão na massa (como eu) e sabe muito bem que questões muito mais importantes e urgentes precisam ser pensadas e resolvidas nessa seara.

              Ontem (22/08) se comemorou mais um Dia do Folclore. Mas, e daí? Tenho a impressão de que se for feita uma avaliação histórica, pouca coisa deve ter mudado desde que, há sete anos – também no Dia do Folclore –, vi na TV à saudosa Maria Vitória, Mestra de Guerreiro, falando de suas agruras para manter viva uma das mais autênticas manifestações do folclore alagoano. Ela dizia que todo paramento do seu Guerreiro era comprado com a sua minguada aposentadoria, e que ninguém lhe ajudava com uma fitinha colorida sequer. Se, pelo menos, ela tivesse uma aposentadoria do nababesco poder judiciário (tipo aquelas que os magistrados recebem como punição pelas falcatruas cometidas no exercício da função), vá lá, estaria reclamando de barriga cheia. Infelizmente, Mestra Vitória já partiu fora do combinado, porém, os mestres e mestras que ainda estão na lida vivem à míngua e sendo explorados. De pires nas mãos, tornam-se presas fáceis e são ferramentas de grande utilidade para demagogia política que, não é de hoje, detectou o quanto essas pessoas são vulneráveis por possuírem em si a pureza e a transparência do clamor contido no propósito da alma: exercer a arte que lhes foi transmitida. São manipuláveis, apesar da força arrebatadora do "trupel", nos ritmos marcados por instrumentos não-sofisticados. São indefesos, apesar dos cantos e loas vigorosos nas vozes ásperas e expressionistas daqueles que, de berço, trazem a cultura popular pululando em suas veias.

                A penúria deles pode estar perversamente conectada ao nosso bem-estar. Por isso, chamem como quiser: assistencialismo, paternalismo, seja lá o que for; o fato é que os poucos mestres e mestras contemplados pela Lei de Registro do Patrimônio Vivo (Lei dos Mestres) são mais do que credores meritórios, são dignos de algo ainda mais substancial e tão necessário quanto o RESPEITO. Isso me faz lembrar um fato que aconteceu comigo e pode ilustrar com clareza o que deveria ser regra com os nossos artistas do folclore ou cultura popular, como queiram.

           Estávamos em turnê pela Europa quando tive a oportunidade de assistir a uma apresentação do grupo folclórico de Madagascar, Feo-Gasy. Após o show, fui convidado para jantar com eles e aproveitei para pedir o autógrafo de cada um, no disco que eu havia comprado. Um por um foi perguntando meu nome e autografando nas respectivas páginas em que havia suas fotografias, no encarte do disco. Quando, finalmente, cheguei ao líder do grupo, Rakoto Frah, um velhinho que, suponho, tinha mais de 80 anos, ele não perguntou meu nome e apenas fez um rabisco em forma de zig-zag horizontal. Intrigado com aquilo, perguntei a outro componente do grupo se realmente era assim a assinatura dele. Ele então me respondeu que não era uma assinatura, pois Rakoto Frah era analfabeto. Na seqüência, pegou sua carteira porta-cédula, retirou uma nota, dinheiro de Madagascar, e me mostrou. Na cédula estava impresso o rosto de Rakoto Frah, um mestre da cultura popular em Madagascar.

No Dia da Injustiça, justiça se faça!!!! No +, MÚSICAEMSUAVIDA!!!

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Pulo do Gato:>>> “Se um artista trabalha sob ordens, podemos admirar o que faz, mas desprezamos quem ele é. Ele não é um ser humano, mas uma ferramenta nas mãos de outra pessoa.” (Humboldt)

AS CALÇADAS DAMINHA RUA (Todos fazem parte de um poderosíssimo cartel que – de tão bem articulado – é institucionalizado e, nas democracias, consegue o aval da sociedade através do voto)

As Calçadas da Minha Rua

 

Todos fazem parte de um poderosíssimo cartel que – de tão bem articulado – é institucionalizado e, nas democracias, consegue o aval da sociedade através do voto

 

        

 

 

        Seria óbvio demais, factualoide demais, tecer comentários sobre as sessões de humor-negro inerentes ao horário político no rádio e na TV. Como se já não bastasse sua obrigatóriedade. Mas, enfim, é realmente lamentável que tenhamos tão pouca qualidade e conteúdo, nenhuma representatividade e tanta falsa representatividade, sub-representatividade. Das duas uma: ou, de fato, perderam totalmente a noção do ridículo; ou, pior ainda, perniciosamente, se apropriam da certeza de que falam e mentem para uma massa acrítica, obrigada, “democraticamente”, a votar.

         Mas, deixemos para os comentaristas políticos – suas fofocas e factóides de coluna – que espremam o caldo dessa coisa. Particularmente, prefiro refletir sobre o efeito colateral resultante dessas espécies de políticos que hora tramam no rádio e na TV. Pois bem, há mais de uma semana não me sai do pensamento a imagem e o diálogo que tive com uma família que está, literalmente, morando nas calçadas da minha rua. Eles são um casal de trabalhadores rurais e seus dois filhos menores: a menina tem apenas quatro anos e o menino, seis. A situação em que estão vivendo os transforma numa espécie de outdoors vivo. Ou melhor, eles são o marketing ultra-real do compromisso social das elites, seus políticos engravatados e gestores perfumados, arrogantes, e, geralmente, mal-intencionados ao ocuparem as mais altas instâncias do poder. 

          A história desses alagoanos – nas calçadas da minha rua –, na realidade, é comum; é banal. Não pelos tristes fatos que os levaram a esta condição. Mas, sobretudo, pela freqüência com que se repetem para milhares de famílias usurpadas nos seus direitos básicos de cidadania. Tão cruel quanto à essência dos fatos é a frieza e o descaso com que esses seres humanos são observados e ignorados pelos demagogos instalados nababescamente em gabinetes refrigerados que, no conforto seguro dos seus luxuosos imóveis, longe das intempéries, livres da indiferença, acolhidos pela hipocrisia, dão as costas para o efeito colateral resultante da sua perversa avareza. É essa gente que, sem dúvida, deve ser responsabilizada pela manutenção da desgraça daquela outra gente, nas calçadas da minha rua. É essa mesma gente – dos gabinetes e carros de luxo – que consegue dormir tranqüilamente nos finos lençóis e travesseiros recheados de insensibilidade, onde sonham com novos métodos ilícitos que, impunemente, lhes farão acumular riquezas na proporção exata em que aquela gente – das calçadas da minha rua – acumula sofrimento e humilhação.  

         Conheço uma mulher que costuma dizer “vi Jesus” todas às vezes que ela imagina ter tido um insight. Pois bem, infelizmente, ainda não consegui ver Jesus nem ao menos ter insights. Aliás, acho que não tenho merecimentos para isso. Porém, tudo ficou bem mais claro quando percebi o significado da política profissional e o real objetivo dos seres que a exercem. Não tenho mais nenhuma dúvida, apesar da aparência radical de tal conceito. Ou seja: todos fazem parte de um poderosíssimo cartel que – de tão bem articulado – é institucionalizado e, nas democracias como a nossa, consegue o aval da sociedade através do voto, oferecendo a ilusão de que quem detém o controle somos nós, o povo.

          Aparentemente, a parte transparente desse poderoso cartel foi dividida em partidos e, entre eles, se estabelece uma espécie de acordo tácito para a alternância do poder. A Máfia, o Cartel de Medelin, a Al Qaeda e tantas outras organizações explicitamente criminosas são pinto diante desse poderoso cartel. Até porque, essas organizações criminosas trafegam, financiam e invariavelmente encontram abrigo no poderoso cartel engravatado. Infelizmente, para o povo, não há como escapar da influência perniciosa desta periculosa organização. No entanto, ainda nos resta a possibilidade de dizer não. Não! Não desejo vender a alma para entrar nesse “negócio”! Não! Não quero abrir mão de convicções éticas e morais para, em troca, pertencer e usufruir das benesses do poderoso cartel! Não! Não vou fazer parte disso para, deliberadamente, ter que viver em omissão! Não! Não aceito helotismo em minha vida! Recuso-me a estar do lado podre da laranja, enquanto nossa estrutura política permanecer um cartel.

          Claro, agindo assim, por mais paradoxal que seja, existirá sempre a possibilidade sombria de um dia vir a ser mais um daqueles habitantes das calçadas da minha rua. Porém, cá prá nós, prefiro esse risco a mudar certas convicções que, uma vez abandonadas, não me permitirão ser quem sou.

 

No Dia dos Maçons, régua e compasso!!! No +, MÚSICAEMSUAVIDA!!!

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Pulo do Gato: O posicionamento mudo da cidadania alagoana é ensurdecedor (%)